terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Palavras chave...


                                                       Palavras chave...

 

Uma palavra mal colocada

acaba por te colocar em lugares inesperados...

Simples assim.

Palavras são como chaves,

abrem portas,

que te levam a precipícios

ou

ao paraíso...

Tem horas que erro a porta.

Precipício...

Tem dias que perco a chave.

Precipício...

Nos raros dias em que acerto,

Paraíso...

O tempo,

grande mestre,

me ensinou

que o cimento que une dois seres

num relacionamento é o equilíbrio

entre os precipícios,

que ensinam na dor,

e o paraíso, que mostra o Amor...

 

Marcelo Etcheverria.

 

 

 

 

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Revelações...




 

Abrir meu coração para ti

foi a melhor coisa que fiz.

“Diz” falou você

E eu disse...

Abri meus mundos...

Minhas conquistas...

Minhas vergonhas...

Hora fui herói...

Hora fui vilão...

Sei dos riscos que corri...

Sei dos universos que percorri...

Mas por você, gringa

A ginga da vida é a magia da purificação...

É assim que me sinto...

É assim que te sinto...

Purificados.

Nossos livros estão abertos...

Nossas histórias estão abertas...

E juntos seguimos...

Nos construindo...

Fluindo...

A vida flui...

O amor flui...

Marcelo Etcheverria.

terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Poema vida...


 




Poema vida...

Na minha vida...

Que é pura poesia...

Tem uma guria...

Que me dá fantasias...

Hora é chicote...

Hora tem algemas...

Gemidos e sussurros...

Mundos delirantes...

E nós dois navegantes...

 num oceano de emoções...

Às vezes capitã...

Às vezes pirata...

Nos dias mais malucos...

E como existem esses dias...

És uma sereia...

Que me encanta...

Me canta...

Me levando em mergulhos profundos...

Em mundos que me assustam...

Susto gostoso...

Misturado com prazer...

Assim é ter sem possuir...

Assim é o Amor,

Sem limites...

 

Marcelo Etcheverria.


segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Pensando em você...


 

Pensando em você...

Me pego pensando em ti...

todos os dias...

Segundos...

Meu coração alucinado

bate forte dentro do teu...

Sou teu...

Tu é minha...

Mas não somos posse...

Nossa certidão de propriedade

é o Amor... Amor sem posse...

Amor como Deus criou para ser...

 

Marcelo Etcheverria.


domingo, 19 de dezembro de 2021

Quando te vejo...



Quando te vejo...


 Quando te vejo,

Um desejo...

uma ânsia de estar com você...

De ter você...

De ser você...

Sim, queria ser você por apenas um dia...

Um segundo... Ver o mundo através dos teus olhos...

Tudo para entender...

Existe o que entender?

Amor não se explica...

Amor se vive...

Amor tem cheiro de terra molhada pela chuva

E aroma de sexo pela manhã...

Ah nossas manhãs, nossas noites...

Segredos que só o sofá conhece...

No nosso amor,

segredos não existem...

Para não machucar,

falamos...

Para sermos eternos,

dizemos...

Para sermos chama,

Para sermos luz,

Para sermos noite,

Para sermos paixão,

Optamos por sermos nós...

Nossa individualidade nos une e

não pune...

Amor, amar é assim...

Marcelo Etcheverria.

 

 




domingo, 7 de março de 2021

Pesadelo.


 


Pesadelo.

Marcelo Etcheverria.

Mestre em História pela UFRGS.

            Que tempos vivemos meus senhores! Passado um ano do início da pandemia de Covid 19 no mundo, o que mais me espanta não é a permanência da doença ao nosso redor, mas a insistência de parte da população em negar a gravidade deste mal que destrói a humanidade. Digo destrói porque a Covid 19 está terminando não somente com vidas humanas, mas também com o que existe de humano em cada um de nós.

                Já passamos de mais de 270 mil mortes por covid no Brasil. E estamos falando em dados oficiais. Dados sempre suspeitos em se tratando do governo. Outras fontes falam em 350 mil almas. E o que assistimos no nosso país? Infelizmente somos espectadores de uma tragédia de péssimo gosto. As tragédias escritas pelos gregos sempre ensinavam algo. Esta escrita e protagonizada pelo governo Bolsonaro nada ensina para as gerações futuras. Porque nem um futuro ela pronuncia ou anuncia. Ou melhor, anuncia e grita o caos.

                No momento em que escrevo, lembro que hoje faz um ano do início das preocupações com a pandemia no Brasil. No Rio Grande do Sul a pandemia parecia ser algo distante, coisa de ficção científica. No dia sete de março do ano passado eu passeava pelas ruas de Pelotas com a minha família. Degustava aqueles maravilhosos doces e curtia o passeio numa cidade que exala cultura por todos os cantos. Tinha ido levar meu primogênito, com todas as suas coisas para morar na capital dos doces. Passou no vestibular para engenharia e era o momento do desapego e de construção de uma nova vida. Estávamos muito felizes! Embora eu confesse que tinha um misto de tristeza, de conflito dentro de mim. Ia ficar longe do meu garoto. E vinha aquele turbilhão de questões na minha cabeça: será que ele vai saber se virar? E a violência? Criei bem? Enfim, são questões pelas quais todos os pais passam.

            Quinze dias depois meu filho estava de volta. Universidade fechada, tudo fechou. Literalmente foi o dia em que a Terra parou! As aulas seriam online. O mundo ficou online. A Terra entrou em stand by. O planeta inteiro começou a correr na busca de uma cura, de um remédio, de uma vacina. Alemanha, China, Rússia, EUA, Índia, Cuba e muitos outros acionaram seus melhores cientistas na busca de uma solução. E o Brasil? Essa é a questão.

            Durante este trágico ano, passamos por dois Ministros da Saúde. O leitor mais atento poderá me alertar que estamos no terceiro. Não me enganei. O cargo está vago. Este que agora senta na cadeira não tem autoridade e nem competência para ocupar o cargo. É um fantoche! Chega a ser um milagre que tenha conseguido chegar a general. Você ficaria tranquilo numa guerra tendo Pazzuello como general? Diria: “vamos ganhar porque o nosso líder é muito bom na logística”.  Claro que não! Mas ele está lá justamente por isso. Bolsonaro nunca acreditou na pandemia. No mundo de Bolsonaro a pandemia é uma ficção. E por acreditar nisso, ele não age. A falta de vacina é culpa dele. E somos todos punidos por tamanha incompetência e falta de humanidade. Aliás, Bolsonaro poderia ser chamado de humano? Deixo a questão para o leitor.

            O ano passou, mas não saímos dele. Nada mudou! É um pesadelo sem fim! A economia está estagnada, paralisada. E não é pela covid 19. Mas sim pela omissão do nosso presidente em atuar para terminar com ela. Ele sente-se confortável no caos, pois foi criado nele. O caos alimenta o ódio e a raiva que são o alimento deste ser nefasto. E assim vamos indo. Ou melhor, não indo. Nosso país é sempre a notícia negativa no mundo.

            O estrago é tão grande que não sei quantas gerações vão ter que trabalhar para voltarmos ao que éramos em 2016. Lembram? Éramos protagonistas. Existiam problemas. Óbvio! Mas os brasileiros eram senhores do seu destino. Nosso país participava do jogo político internacional. Hoje nos encontramos nas mãos de um incompetente e de seus seguidores. Até quando? Até uma grande parcela dos brasileiros acordar deste pesadelo e começar a agir. A primeira ação é perceber que erraram. Até lá o pesadelo segue. Vai terminar? Infelizmente vocês sabem que tem histórias de terror e pesadelo que não terminam bem.


segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Um manifesto pela mudança...

 


Um manifesto pela mudança...

Marcelo Etcheverria.

Mestre em História pela UFRGS.

         As eleições municipais são as mais interessantes e apaixonantes. Isso ocorre porque os candidatos estão todos próximos e os eleitos são alvo da cobrança direta por parte dos eleitores. Não ficam escondidos lá em Brasília ou em Porto Alegre longe do olhar e da crítica dos eleitores. As eleições municipais são praticamente um plebiscito. Um sim ou não.

            Um plebiscito. É assim que devem ser encaradas as eleições municipais. O plebiscito nasceu na Roma antiga. Era uma consulta a Plebe. Segundo o Dicionário Houaiss, plebiscito é uma “consulta sobre questão específica, feita diretamente ao povo, expressa por meio de votação do tipo sim ou não”. Então, no dia 15 de novembro, dia no qual se comemora a proclamação da República, vamos dar um sim ou não para o que está aí. Sendo assim, perguntas importantes devem estar na cabeça do eleitor na hora sagrada do voto: foi cumprido o que foi prometido? Como está o município na área da educação? Na área do saneamento? Como andam nossas estradas? A população é bem atendida na prefeitura? O prefeito esteve sempre ali presente na gestão dos problemas do município? São questões fundamentais a serem pensadas pelo eleitor na hora do voto.

            Como um professor que observa as coisas de longe posso falar sobre a educação. E aqui não estou falando de a ou b na gestão municipal. Até porque os secretários seguem uma normativa que vem de cima. Que vem da chefia. Mas o que o que se pode afirmar com todas as letras é que a educação foi muito mal gerenciada no nosso município. Podemos mais! Podemos muito mais! E é gestão que está faltando! Cito um exemplo: quase 400 mil reais saem da verba da educação para construção de um centro comunitário. Pode isso? Nossas escolas estão tão bem assim para não precisar desse dinheiro? Todos os alunos tem internet? Todas têm computadores para oferecer para os alunos? Quadras de esportes apropriadas? A posição de nossas escolas em exames de avaliação externa é nota dez? Ah mas o bairro queria um centro comunitário... Prioridades e gestão. Uma escola com uma quadra interditada outra sem uma quadra. Uma escola com alunos sem computador e acesso a internet. E o importante é o centro comunitário... As tais prioridades... Isso que nem falei em eleições nas escolas para escolha dos diretores, do 1/3 de horas para os professores prepararem suas aulas (conquista já garantida em lei Federal e Estadual). Escolhas... Tudo são escolhas...

            Poderia falar de tanta coisa. Do asfalto em cima de estrada boa e da falta de asfalto nas colônias. Mas o espaço é curto e quem deve pensar é você eleitor. O sim ou não pela continuidade é teu! E como meus leitores sabem que nunca fujo da questão, eu já adianto que meu voto vai para a mudança. Precisamos de ousadia! Precisamos de novas ideias! Precisamos da novidade!