domingo, 24 de junho de 2012

Procura...

A lição de reconstruir
o  mundo, em toda sua magia,
já aprendi...

Avatar de uma nova era.
De pessoas sinceras,
onde matar o amar
é fruto proibido...

Mas me sinto perdido...
Sem bússola e sem estrelas,
navegando no desconhecido...

As pontes que construí
não levam a lugar algum...
Ou será que sou eu que não
enxergo?
Sou um forasteiro no meu
mundo...

Sigo então
sem direção
procurando um
não
para minha
solidão...


   Marcelo Etchê...

4 comentários:

  1. As pontes podem se interligar? Já pensou nisso?
    Nossa busca é constante.
    Não te preocupes com a chegada, mas com o caminho.
    Abraço,

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  2. As pontes que construímos podem não servir no momento da sua construção. Podem não servir no dia seguinte. Mas servirão, sim, no momento certo. E o momento certo pode nem sequer ser percebido por nós. Pontes são laços muito sutis, no meu entendimento. Sutis, mas sólidos. Nenhuma ponte se desfaz por qualquer sopro de vento.
    Considero importante a questão das pontes, mas mais importante ainda a questão de como nós as atravessamos.
    Quanto a navegar no escuro... huahuaha Navegar é preciso. No escuro? Só até que nossos olhos se acostumem ao breu.
    A solidão, para um poeta, pode ser necessária. É onde/quando ele se encontra. Ou se perde totalmente.
    E diante desse poema, me pergunto: Viajante ou turista?
    De novo... Parabéns! Abraços!

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  3. Amei os comentários amigas Ceres e Empty!!!!!

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