Minha loucura...
Recluso dentro de mim mesmo.
Mergulhado
a esmo
num turbilhão de emoções.
Quem sou eu mesmo?
Um recolhido
entre acolhidos?
Ou um doido
com o coração ferido.
Tenho mais perguntas
do que respostas.
Carrego na minha mochila
um sem fio de apostas.
Já bebi toda a minha
cota do poço da loucura
E vomitei o líquido negro do desespero.
Dionísio, Deus da loucura,
olha para mim
com a ternura e a
piedade de quem reconhece um seguidor...
Não quero mais a dor.
Desejo o ardor do amor...
Marcelo Etcheverria.
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