terça-feira, 18 de agosto de 2026

Minha loucura...

 








Minha loucura...

Recluso dentro de mim mesmo.

Mergulhado

a esmo

num turbilhão de emoções.

 

Quem sou eu mesmo?

Um recolhido

entre acolhidos?

Ou um doido

com o coração ferido.

 

Tenho mais perguntas

do que respostas.

Carrego na minha mochila

um sem fio de apostas.

 

Já bebi toda a minha

cota do poço da loucura

E vomitei o líquido negro do desespero.

Dionísio, Deus da loucura,

olha para mim

com a ternura e a

piedade de quem reconhece um seguidor...

 

Não quero mais a dor.

Desejo o ardor do amor...

 

Marcelo Etcheverria.


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