quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Amarras...

 


Amarras...

Me libertei

das correntes que prendiam

o meu ser.

Antes e tem sempre o antes...

Era o beber...

Bebia até enlouquecer.

Até a garganta arder

e exalar o amargo cheiro da vodca.

Do Whisky.

Da cerveja.

A cereja do bolo

era a loucura,

a insanidade,

o desvario,

os rios de vômitos

no sanitário que encontrasse pela frente.

Meu sanatório era os banheiros da vida.

A bebida escondida.

O disfarce nas balas de menta.

As mentiras que escondiam a ira

que sentia de mim.

 

            Marcelo Etcheverria.

 


Nenhum comentário:

Postar um comentário