Amarras...
Me libertei
das correntes que prendiam
o meu ser.
Antes e tem sempre o antes...
Era o beber...
Bebia até enlouquecer.
Até a garganta arder
e exalar o amargo cheiro da vodca.
Do Whisky.
Da cerveja.
A cereja do bolo
era a loucura,
a insanidade,
o desvario,
os rios de vômitos
no sanitário que encontrasse pela frente.
Meu sanatório era os banheiros da vida.
A bebida escondida.
O disfarce nas balas de menta.
As mentiras que escondiam a ira
que sentia de mim.
Marcelo
Etcheverria.
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