Tempo
Tempo ao tempo
ela me diz.
Tudo muito lento
penso eu.
Tenho muitas coisas
na vida.
Menos tempo.
Meu medo é que quando chegar o tempo,
já não mais esteja
vivo
eu
aqui.
Marcelo
Etcheverria.
Tempo
Tempo ao tempo
ela me diz.
Tudo muito lento
penso eu.
Tenho muitas coisas
na vida.
Menos tempo.
Meu medo é que quando chegar o tempo,
já não mais esteja
vivo
eu
aqui.
Marcelo
Etcheverria.
Insanidade
O louco aroma
da insanidade
Me entorpece
todos os dias.
Me faz viajar.
Me faz delirar.
Navegar por mundos
que não são meus
Delírios de um bêbado
que só faz querer se destruir.
E acabar com os sonhos
do menino que fui...
Marcelo Etcheverria.
Minha loucura...
Recluso dentro de mim mesmo.
Mergulhado
a esmo
num turbilhão de emoções.
Quem sou eu mesmo?
Um recolhido
entre acolhidos?
Ou um doido
com o coração ferido.
Tenho mais perguntas
do que respostas.
Carrego na minha mochila
um sem fio de apostas.
Já bebi toda a minha
cota do poço da loucura
E vomitei o líquido negro do desespero.
Dionísio, Deus da loucura,
olha para mim
com a ternura e a
piedade de quem reconhece um seguidor...
Não quero mais a dor.
Desejo o ardor do amor...
Marcelo Etcheverria.
Transição...
De recaída
em recaída
fui parar
no estige.
O rio dos mortos.
Cercado por demônios.
Espíritos obsessores.
E também por heróis.
Eles também bebem.
E se afogam.
Talvez para aplacar
a dor
de saber o seu destino.
E eu me afogando
na água lamacenta
afogando
para renascer.
Da placenta escura
que me envolve
voltarei.
Agoniado, como me é comum.
Mas vivo
para viver mais
Um mundo.
Marcelo
Etcheverria.
Acolhido II...
Confinado dentro de mim.
Sinto a dor dos acolhidos.
Recolhidos em busca
da redenção.
Muitas vezes
corro atrás de sombras.
Desvios que podem
ser uma ilusão.
Muitos caminhos a percorrer.
Temer não é uma opção.
Recair é um temor.
Muitas pedras no caminho.
Lembrando o que fiz.
Sim.
Eu fiz.
Bebi.
Me fartei
no poço da ilusão.
Marcelo
Etcheverria.
Saudades...
Há quanto tempo
não mergulho no teu
Corpo
Para sentir a
maciez dos teus seios.
Sentir fluir na
minha boca
os veios
da tua intimidade
A verdade é que
não mereço.
Mas não esqueço
do preço que isso
está
me
custando...
Marcelo Etcheverria.
Espelho.
De tanto cair
acabei
Por atravessar o espelho.
Vi o reverso do
verso.
Ou seria o verso do
reverso?
Só entende quem
já viu o mundo
tendo uma garrafa de
bebida como binóculo.
Óculos de bêbado.
Visão da loucura.
De um mundo
que já não é
meu
Deu...
Marcelo
Etcheverria.
Acolhido.
Entrei desejando
sair.
Fiquei querendo
partir.
A mudança
essa deusa
Mundana
e insana
chegou.
Trouxe muita
dor.
E uma azia
forte no peito
que batia fraco,
quase morto.
Relutei.
Gritei.
Chorei.
Mudei.
Marcelo Etcheverria.
Transição...
De recaída
em recaída
fui parar
no estige.
O rio dos mortos.
Cercado por demônios.
Espíritos obsessores.
E também por heróis.
Eles também bebem.
E se afogam.
Talvez para aplacar
a dor
de saber o seu destino.
E eu me afogando
na água lamacenta
afogando
para renascer.
Da placenta escura
que me envolve
voltarei.
Agoniado, como me é comum.
Mas vivo
para viver mais
Um mundo.
Marcelo
Etcheverria.
Sobre a sobriedade...
Nem tudo que
eu desejo,
eu posso.
Nem tudo que
eu posso,
eu desejo.
É no meio
dessa linha
que se
encontra a sobriedade.
Marcelo Etcheverria.
Falar de tortura, enforcamento, e coisas do tipo nunca é
atraente. Definitivamente, é um tema triste e chocante. Mas quando fui estudar
a história da Rua da Praia, eterno símbolo da nossa amada capital? Em vez de
praia eu enxerguei a forca. Fui pesquisar.
Descobri que
a praça Brigadeiro Sampaio teve diferentes nomes: Arsenal, Largo da Forca,
praça da Harmonia. Me impressionou a Forca.
O primeiro fato que nos causou
surpresa é que, nas conversas com historiadores, sempre pairava no ar uma certa
dúvida sobre a realização dos enforcamentos em Porto Alegre: “você nunca vai
poder concluir alguma coisa” afirmaram alguns. Por um lado, isso foi bom para
nós! Nunca ninguém interessou-se sobre o tema. Por outro, é uma grande
responsabilidade para nós. Resolvemos encarar o desafio e encontramos diante de
nós um objeto bastante rico e complexo.
A maioria dos livros sobre Porto
Alegre no século XIX não tratam da pena de morte. Foucault tem razão ao dizer
que muito pouco se comenta sobre a história da justiça. Seria por causa da
violência? vergonha pelos supliciados? Implicações políticas? A guilhotina, por
exemplo, virou marca registrada da França. Ela carrega toda uma carga de
significados que a impossibilitam de ser esquecida. Por que o esquecimento da
forca?
Nosso marco temporal é a primeira
metade do século XIX. O primeiro processo-crime que trabalharemos é de 1818. O
primeiro enforcamento (documentado) foi em 1821, e o último, em 1857. Após essa
data não ocorreram mais suplícios no país, por determinação do Imperador D.
Pedro II. As pessoas continuaram a ser condenadas à morte. A pena de morte não
foi retirada do Código Criminal. Porém, introduziu-se o costume de o Imperador
comutar a pena para galés perpétuas.
Estamos cientes que o período escolhido
marca uma transição importante no país, que deixa de ser colônia para tornar-se
uma nação independente. Essa mudança também acarretou alterações na legislação
penal.
Houve algum tipo de cruzamento entre
as Ordenações Filipinas e o Código Criminal do Império (1830) no que diz
respeito aos enforcamentos, os tipos de pena e outros rituais de suplício? Qual
era a atitude religiosa diante dos enforcamentos? São questões.
O Espaço.
Vamos viajar de Porto Alegre para o
Largo da Forca! A primeira palavra que
apareceu ao buscarmos o Largo da Forca foi Rua da Praia. Foi ao estudarmos a
história da Rua da Praia que nos deparamos com a praça Brigadeiro Sampaio. Ela
se encontra no começo da rua da Praia, perto da Usina do Gasômetro. Esse espaço
já foi palco de uma feira de alimentação, lugar de brincadeiras de criança.
Atualmente, os moradores de Porto Alegre usam o lugar para fazer churrasco e
outras iguarias. Tenho certeza que a maioria dos visitantes tem ideia de que
ali se realizavam os enforcamentos.
Estudando a história deste lugar nos
deparamos com seu primeiro nome, Largo da Forca. Segundo o historiador Sérgio
da Costa Franco esse espaço fazia parte do Largo do Arsenal e nessa época era
um lugar abandonado. Ele até diz que era um local ermo e abandonado e que ficou
conhecido por ser o local onde era construída a forca. Mas sempre foi local de
enforcamentos?
Aí encontramos a fala de Coruja
Filho, conhecido por dr Sebastião Leão que afirma que o local foi o primeiro
cemitério da cidade. Na pesquisa que realizamos na documentação do Arquivo
Histórico do estado referente ao período em que Borges de Medeiros foi chefe de
polícia foram encontrados ossos do que seriam enterramentos antigos. Então o
espaço teria por primeira função ser um cemitério?
O fato são as imagens que vão se
construindo sobre o local. Todos associados à morte. Outros cronistas também
fazem menção ao local. Este é o caso de
Aquiles Porto Alegre, nascido em 1848 e que diz as seguintes frases sobre o
espaço : tremor na voz, almas de outro mundo, sombra de terror e que era um
local ermo.
Ali tentou-se construir o Mercado
Público. Encontramos projetos. O fato é que estava se transformando de um local
de punição para um Mercado? Cemitério - Enforcamento - lazer
Enforcados.
O que dizer dos enforcados?
Em
1818 a Junta de Justiça instalou-se na capital da província. Quando ela não
existia, os réus eram enviados ao Rio de Janeiro para serem julgados. A
instalação da Junta de Justiça é um fato de extrema relevância para a história
do Poder Judiciário no Rio Grande do Sul. Tal fato agilizou a justiça.
A junta criminal de justiça
funcionava na Casa da Junta Real da Fazenda. O prédio citado é o mais antigo do
centro de Porto Alegre. Encontra-se atualmente localizado na atual rua Duque de
Caxias, onde funciona a Casa Civil do Governo do Estado.
A Estrutura de um Processo-crime.
Nosso primeiro contato com os
processos-crime foi assustador. Quando a letra não era boa, era o processo que
estava quase apagado. E, quando tudo parecia estar certo, era uma parte que faltava.
Foi um exercício de paciência.
Percebemos que documentos dessa
natureza possuem uma estrutura de funcionamento, um mecanismo interno, uma
lógica própria.
A investigação iniciava-se pelo
inquérito policial, que era finalizado, após o esgotamento das investigações e
declarações das testemunhas. A estrutura do processo era a seguinte: Auto da
Devassa, Autuação, Auto do exame e Corpo de delito, Assentada, Termo de
conclusão, Pronúncia do juiz, Libelo, Novo interrogatório, Sentença, Custos do
processo. Esta é a estrutura básica de um processo.
O primeiro enforcamento em Porto Alegre
ocorreu em 1821, mas , em 1818 encontramos um processo que tinha uma curiosa
sentença envolvendo o Largo da Forca.
O escravo Silvestre foi condenado a
dar três voltas na forca. Faltaram provas para condená-lo. Contudo ele foi
condenado a dar três voltas no patíbulo.
O primeiro processo de enforcamento
foi o do preto Joaquim, lembrado com precisão por Antônio Álvares Pereira
Coruja. No arquivo histórico, saímos atrás de um Joaquim e o achamos.
Joaquim, escravo de Joaquim Machado
Leão, de Triunfo, em 7 de dezembro de 1821 foi executado por ter matado a mãe e
ferido a irmã de seu senhor. A sentença mandava que fosse conduzido pelas ruas
mais públicas da cidade, com pregão e carrasco. Depois de ter sido condenado a
“morte natural para sempre”, teve a cabeça decepada e exposta no lugar do
crime, em “alto poste onde existirá até que o tempo a consuma.
Para uma cidade que nunca tinha
assistido um enforcamento, o primeiro deve ter sido um grande acontecimento e,
certamente, causou um grande impacto na população.
É preciso destacar que a lei que
regia os enforcamentos eram as Ordenações Filipinas. Mesmo após a independência
do país, elas não perderam efeito. Foi somente em 1830, quando o Código
Criminal do Império do Brasil começou a vigir é que o livro V das Ordenações
deixou de orientar os enforcamentos. Por isso, a partir desse ano não haverá
mais réus com órgãos amputados.
O trabalho com a pena de morte nos levou à realidade da
escravidão. A maioria dos condenados eram escravos. Os “crimes” cometidos eram
uma forma de resistência? Os casos indicam que sim. Enfim, leituras que mostram
como um espaço que onde hoje os cidadãos se divertem fazendo seu churrasco
dominical pode nos trazer reflexões sobre um passado que ainda temos muito por
descobrir e interpretar.
O casamento faliu ou
novas formas de relacionamento estão surgindo?
Marcelo
Etcheverria
Mestre
em História pela UFRGS
Falar sobre a instituição casamento
sempre foi algo bastante complicado. Mexe com tabus, preconceitos, machismo.
Enfim, o que desejo dizer é que o assunto é sempre delicado e verdades
completas são sempre complicadas de se encontrar.
Vou imaginar uma história. Caro leitor, peço que me
acompanhe. Num final de domingo, nada mais chato que final de domingo, o marido
está lá atirado no sofá. A esposa entra, senta ao lado dele e, entre uma fala e
outra, solta o seguinte comentário: “Ontem quando estava no bar com as minhas
amigas, uma pessoa demonstrou interesse por mim, não senti interesse ou desejo
por ela, mas hoje de manhã, enquanto passeávamos no parque me ocorreu o
seguinte pensamento: mas e se o interesse tivesse aparecido? Eu te amo e você
sabe disso. Não estou falando aqui de separação, de fim de casamento, estou
falando de desejo. Acontece que não quero trair e, ao mesmo tempo, não quero me
sentir presa. O que te proponho é que tenhamos a liberdade de se “pintar” o
desejo a gente o concretize e que falemos um para o outro. Não estou falando de
amor, esse eu tenho contigo, estou falando de novas experiências, de sexo”.
Fico imaginando o marido diante desta fala. O fim desta história deixo para
você meu querido leitor. Imaginei para falar sobre as novas formas de amor.
Cresce no mundo todo e no Brasil não é diferente, uma
nova forma de relacionamento. Não gosto de rótulos. Mas a verdade é que eles
sempre aparecem. Essa nova forma chama-se de poliamor. Poliamor é a prática ou
desejo de ter mais de um relacionamento, seja sexual ou romântico,
simultaneamente com o conhecimento e consentimento de todos os envolvidos. Chocante?
Não acho! Questionável para mim é a traição. Na história que contei acima,
muitos teriam “ficado” e depois mergulhado na mentira da traição. Essa é a
verdade.
O fato é que as mudanças sempre causam impacto. Em geral,
a outra pessoa se desespera com essa possibilidade, se sente desrespeitada, não
amada. No começo, mudanças sempre trazem conflito. Afinal, o novo, o
desconhecido sempre vem acompanhado do choque, do preconceito. Vamos falar
francamente. Vai ter gente que vai ler este texto e dizer que estou falando de
“putaria”. Quando na verdade estou tentando falar de respeito. Como em toda
mudança, enxergamos comportamentos opostos – alguns muito libertários e outros
ainda conservadores.
O casamento acabou? Óbvio que não! Ele está se
ressignificando. Buscando novos sentidos justamente para sobreviver. Porque nós
humanos precisamos uns dos outros. Amor, afeto, companheirismo fazem parte da
natureza humana e nunca vão terminar. Finalizo com Vinícius de Moraes: “a coisa
mais divina que há no mundo é viver cada segundo como nunca mais...”.
Sobre a amizade...
Marcelo Etcheverria.
Mestre em História pela UFRGS.
Amizade é uma palavra ou é um conceito? Vamos ao que
significa. Segundo o dicionário Houaiss, a palavra amizade é “um sentimento de
grande afeição, de simpatia (por alguém não necessariamente unido por
parentesco ou relacionamento sexual), grande apreço, solidariedade...”. Na
verdade, palavra e conceito são uma coisa só, mas com derivações. Não é a letra
fria da matemática onde um mais um é dois. A letra é mais poética, mais humana
e até mais divina (diria até mais profana) e nela, um mais um pode até ser
três.
Mas
porque falo sobre amizade? Respondo com outra pergunta. Quando percebemos que
realmente temos amigos? Parece que a
resposta é óbvia. É quando passamos por dificuldades. Ali é que a corda aperta
no pescoço.
Estou
passando pelo drama do alcoolismo. Que hoje sei que é uma doença. Doença sem
cura. Onde o único remédio existente é o não beber, não tomar o primeiro copo.
Minhas consultas com psiquiatra e psicólogo levam ao diagnóstico de depressão no trabalho e ao
isolamento durante a pandemia. Sobre meus dramas vividos durante o alcoolismo falo
noutro texto que estou preparando, hoje o assunto é a amizade.
Voltando
a amizade, no meu caso o que o alcoolismo trouxe foi a solidão. Sorrisos
viraram caras fechadas, abraços viraram apertos de mão, fora os olhares que se
desviam. A pior das coisas foi que o efeito se transferiu para a minha filha
quando algumas crianças deixaram de brincar com ela. Como se a culpa fosse dela!
Ainda mais quando vejo que nem eu tenho culpa, sou vítima. Agora, sobrar até
para minha filha? Crueldade é a única resposta. O que me faz pensar muito sobre
o ser Humano.
Hoje
estou limpo, como dizem no AAA. Sei da minha doença. Mas com certeza aprendi
que na vida, que na magia do viver podemos contar com muito poucos. No meu
caso, esposa, filhos e poucos amigos. A humanidade precisa de mais amizade e de
menos seguidores.
A educação precisa de gestão!
Marcelo Etcheverria
Mestre em História pela UFRGS.
“A educação é uma luz que clareia o
entendimento e espanta os demônios da ignorância”.
Carla da Cunha.
Entra ano e sai
ano e é sempre o mesmo papo, o mesmo texto, as mesmas queixas. A que me refiro?
Falo da questão do professor e da sua atualização para enfrentar os novos
desafios. E o que acontece? Nada! Ou, sendo muito generoso, alguma coisa muda.
Mas e a gestão? Já adianto o teor do meu texto: gestão dá indigestão.
Como admitir que
uma quadra de esportes fique sem luz por mais dois meses? Como aceitar que o
teu local de trabalho não seja limpo pelo menos uma vez por semana. Palestras,
cursos, reuniões são mera maquiagem para a triste realidade da educação. Essas
palestras e cursos são, na verdade o descaso e tem por finalidade gastar uma
verba que é mandada e precisa ser gasta. E já explico as razões.
Alguém tem que
ser o culpado pelo péssimo desempenho no educar. E toca curso nos professores!
Eu pergunto: mas e os recursos? Os meios? Onde estão os gestores? Eles são
exemplos? Como são escolhidos? O que fazem do seu tempo no trabalho? Sei que
alguns tomam cafezinho e viajam para tirar fotos de suas “conquistas”. E gastar
verba por gastar? Benza deus!
E no meio desse
descontrole legalizado, os que mais perdem são os professores e, principalmente
os alunos, que merecem um ensino de qualidade. Professores porque não enxergam
nos seus gestores a capacidade de mudança e de um futuro melhor para a sua
profissão. Os alunos porque não tem na escola o mínimo de recurso para que os
professores apliquem aquilo que estudam e debatem nos cursos. Finalizo pedindo
luz e mais luz para a educação.
Tu és inspiração...
Tua energia
é tão intensa...
Imensa...
Que
transborda os meus mundos,
sim, são
vários
em delírios
de possibilidades...
Minha
vaidade é te satisfazer pela eternidade...
Sei que não
existe o eterno...
Sei que tudo
é chama!
Mas tua
chama inflama meus delírios de nunca terminar...
A energia
que transpira da beleza do teu sorriso
inspira em
mim o desejo de ser homem...
Um homem
sempre melhor...
Um homem que
sabe da chama...
Um homem que
clama...
Um homem que
ama...
Marcelo Etcheverria.
Reflexões...
Das minhas
neuras entendo eu...
Tem dias,
horas nas quais meu coração
sangra sem parar...
Arrebentado...
Desnorteado...
E do sangue
que jorra,
vem as
confusões
que afetam
meu ser...
Tento me
entender...
Tenho que me
compreender...
Essa angústia
que me corrói,
destrói os
amores que conquistei.
Na minha
caminhada pela vida...
Ah, a
vida...
Sei que ela
é simples!
Mas por que
eu complico?
Não sei...
Nada sei...
Preciso
desesperadamente da cura...
Onde
encontrar ajuda?
Dentro de
mim...
Simples
assim...
Marcelo Etcheverria.
A professora da
bola...
Quando vi tua
chegada na escola
não tinha a bola.
Havia o burburinho
das crianças...
A agitação da juventude
que busca um sentido...
Um caminho...
Uma razão, um motivo
para o seu destino...
No meio disto tudo.
Você surgiu...
E a magia começou.
Com as centenas de abraços
que você ganhou...
Cada abraço, cada braço,
mãos e beijos,
traduziam a confiança de que você,
ao ensinar a arte do jogo,
orienta e ensina caminhos...
Professora, quando você entrou
foi a liderança,
feito uma Deusa que apareceu...
Professora, cada carinho que você
recebeu traz um pedido
e um agradecimento.
Por tu seres o farol
que orienta
no caminho...
Marcelo
Etcheverria
Para Franciele
Contin Etcheverria e todos os professores que fazem a diferença.
Minha loucura é
você...
O desejo
pelo teu corpo me
enlouquece...
Esqueça o
Romance, hoje fala o desejo!
Quero mais é
te
chupar feito
manga
e encher
minha boca
com o néctar
do teu gozo...
Sou um poeta
escravo dos
teus versos...
Sorrateiro,
observo teu corpo...
Tua boca, sedução...
Teus ombros,
delírio...
Teus seios,
sorvete de creme...
Tuas pernas,
emoção...
Tua bunda,
precipício...
Tua... Uma
perdição!
Marcelo Etcheverria.
A mulher que observa...
Quais mistérios
traz ao mundo
a mulher que
observa...
Seu olhar traduz
a segurança
das almas serenas...
Confiança...
Esperança...
Otimismo...
Nos mundos, sim
são vários,
da mulher que
observa,
não cabem abismos.
Tão pouco
pessimismo...
O olhar da mulher
que observa
é o da
construtora,
mentora dos
mundos que possui...
E que modifica
constantemente
na busca por
novas aventuras e perspectivas...
O olhar
da mulher que
observa
é o de quem contempla
os mundos
que domina...
Marcelo
Etcheverria.
Vestido preto...
O que tu escondes
dentro deste vestido preto?
Quais mistérios
você traz?
Quando te
observo...
E como te
observo...
Tu indo,
ou vindo,
são tantos desejos que já nem sei...
Faz meu
coração
saltar pela
boca...
Ela, minha
boca,
fica louca
de desejo...
Louca de
vontade...
De beijar teus
seios, teu colo, tuas pernas
que estão
cobertos
por este lindo
vestido...
Eu só quero mergulhar...
Meus
sentidos disparam...
Não param
de pensar no
calor
do encontro
dos nossos corpos...
Do enlaçar
de nossas pernas...
Dos suspiros
de desejos...
Teu vestido
preto não esconde...
Revela
mundos...
Universos
que formamos juntos...
Numa mistura
de prazer e amor...
Marcelo Etcheverria...